Ação ocorreu no Parque Estadual do Cantão (PEC) e na Área de Preservação Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), finalizou nessa segunda-feira, 23, no Parque Estadual do Cantão (PEC) e na Área de Preservação Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, mais uma operação de fiscalização. A ação resultou na apreensão de uma arma de fogo artesanal, calibre 22; uma zagaia utilizada para pesca predatória; duas jacaretingas (Caiman crocodilus) abatidas; 4,2 mil metros de rede de pesca; três tarrafas; sete molinetes utilizados na captura de espécies peixes como piau e pacu; e duas caixas de isopor de 120 litros. Os infratores foram autuados, e as multas aplicadas chegaram ao valor total de R$ 35 mil.
A ação integra o Programa de Manejo do Meio Ambiente da Unidade de Conservação e teve como foco o monitoramento de áreas de pesca nos rios Coco, Caiapó, Araguaia e Javaés, além de lagos e assentamentos situados nos municípios de Araguacema, Caseara, Marianópolis e Pium.
Durante a ação coordenada pelo fiscal ambiental Jusley Caetano, com apoio da equipe de servidores da APA, foram fiscalizados vários pontos estratégicos, com destaque para os Projetos de Assentamento (PAs) Manchete, Onalicio Barros, Pequizeiro, União II e Santa Clara, áreas com histórico recorrente de infrações ambientais. Também foram vistoriadas praias e acampamentos localizados às margens do Rio Coco, como a Praia do Amor, Praia do Quicuia, encontro do Rio Coco e Recanto Suvaco da Onça.
A operação foi realizada por meio de patrulhamento terrestre e aquático. Durante as abordagens, foram inspecionadas caixas térmicas, barracas e veículos, com o objetivo de localizar instrumentos ilegais utilizados na caça e pesca predatória, incluindo armas de fogo.
As equipes também realizaram orientações ambientais sobre o correto descarte de resíduos sólidos nos acampamentos, reforçando a obrigatoriedade de recolher e destinar adequadamente os materiais recicláveis e orgânicos.
Além disso, foi ressaltado o cuidado com o uso do fogo, que devido ao tempo seco e a intensidade dos ventos, pode contribuir para espalhar fagulhas, iniciar um incêndio, e causar danos irreparáveis ao meio ambiente.
O fiscal ambiental Jusley Caetano ressaltou que alguns objetos de pescas são considerados ilegais. “Redes, tarrafas, espinhel, zagaia, entre outros, são considerados materiais predatórios e, portanto, proibidos para uso em rios e lagos do Estado”, destacou.
Conforme o fiscal, a legislação ambiental do Estado permite a pesca em diversas modalidades, desde que o pescador esteja devidamente licenciado e porte a carteira de pesca. Ele destacou ainda que, para pescadores licenciados, é autorizada a pesca com o uso de vara, molinete e linha, bem como o consumo do pescado no próprio local. “Durante o período considerado de veraneio, especialmente com o feriado prolongado, já se inicia a alta temporada de pesca. É importante frisar que, nesse período de férias, muitas pessoas procuram as margens de rios e lagos para lazer, mas acabam se esquecendo de tirar a licença de pesca, o que configura infração”, alertou.
Os materiais apreendidos na operação foram devidamente encaminhados a sede do Naturatins para os procedimentos legais cabíveis, enquanto os animais abatidos (jacarés), foram destinados ao aterro sanitário do município de Caseara, conforme protocolos ambientais vigentes.
