Ídolo rubro-negro rasgou elogios ao atacante e pontuou: “Quanto mais você faz, mais te cobram. Quando você não é cobrado é porque não tem nada a dar”
“Pode usar a 10 à vontade”. Foi o que Zico disse para Gabigol ainda em outubro do ano passado, logo após o tricampeonato da Libertadores, quando surgiram os rumores de que o atacante usaria a camisa 10 do Flamengo a partir de 2023. A primeira temporada com o novo número, porém, foi bem diferente do caminho que levou Gabi a se tornar o ídolo da nova geração.
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e contou com o aval para assumir a 10, Gabriel agora conta com a torcida de Zico para reencontrar o bom futebol no Flamengo. Quando foi questionado sobre a temporada do atacante, o maior ídolo rubro-negro desabafou e pediu para que deixassem Gabigol em paz.
– Deixa ele em paz. Foi um ano difícil. Todo o jogador tem anos bons, que as coisas dão certo, e anos que não. É parar para analisar, ver o que precisa ser feito e seguir em frente. Ele é um profissional de futebol. Não pode exagerar demais quando as coisas andam bem e não pode abaixar a cabeça quando a coisa não vai bem. É trabalho diário. Ele tem capacidade, talento e qualidade – disse, antes de continuar:
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Gabigol é o novo camisa 10 do Flamengo — Foto: Paula Reis/Flamengo
– Ele já demostrou isso e sabe da importância do clube que ele está. E procurar fazer um ano que as pessoas esperam. Quanto mais você faz, mais te cobram. Quando você não é cobrado é porque não tem nada a dar. Tomara que ele se recupere. Eu, como torcedor do Flamengo, ficaria muito feliz de voltar a vê-lo fazendo gols, decidindo jogos e sendo decisivo para equipe – finalizou na zona mista após o Jogo das Estrelas, no Maracanã
– Eu tenho viajado muito. Fiquei dois meses fora. Gabriel tem a vida dele lá, eu tenho a minha. A gente não tem esse contato diário. Mas ele sabe que tem alguém, que mesmo longe, está torcendo por ele. Esperando sempre que ele faça o que ele sabe fazer: jogar futebol e fazer gol.
Em 2023, Gabigol viveu o momento mais conturbado com a camisa do Flamengo. Após um ano de oscilações, o atacante encerrou a temporada no banco de reservas e em tratamento de uma lesão no tendão que o acompanhou ao longo do ano. Foram 24 participações diretas (20 gols e quatro assistências) em 58 jogos disputados.